A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) finalizou o quarto ciclo do Plano Integrado de Vigilância de Doenças de Suínos (PIVDS), com ações realizadas entre fevereiro e junho deste ano. A fiscalização abrangeu 346 propriedades rurais em 106 municípios goianos, incluindo coletas de 1.711 amostras sorológicas em 171 locais e inspeções clínicas em outros 175. Todos os resultados foram negativos para Peste Suína Clássica (PSC), confirmando que Goiás permanece como área livre da doença, o que é essencial para preservar acessos a mercados internacionais.
Esse trabalho, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e alinhado às exigências da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), destaca o compromisso do estado com a sanidade animal. De acordo com a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, as vigilâncias clínicas e sorológicas são cruciais para prevenir surtos e proteger a suinocultura local. O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, enfatiza que essa manutenção sanitária impulsiona a sustentabilidade econômica do agronegócio goiano, garantindo produtos seguros e competitivos.
Goiás se destaca na suinocultura nacional, ocupando a sétima posição em exportações de carne suína in natura em 2024, com 11.964 toneladas enviadas para países como Singapura, Geórgia, Chile e Gabão. Esse crescimento reflete diretamente os esforços em vigilância ativa, que incluem monitoramento de javalis e inspeções em abatedouros, reforçando a credibilidade do Brasil no exterior.
A Peste Suína Clássica, uma doença viral contagiosa que afeta apenas suínos e causa altos prejuízos econômicos, não representa risco à saúde humana, mas exige controle rigoroso. Desde 2015, o Brasil mantém zonas livres da PSC, e a vigilância contínua em Goiás contribui para essa conquista, beneficiando produtores e consumidores jovens que valorizam alimentos sustentáveis e de qualidade.