Após uma breve recuperação na bolsa de Nova York, onde fechou em alta de 3,13% na sessão anterior, o cacau retomou a trajetória de queda nesta sexta-feira (17/10). Os contratos para dezembro registraram uma desvalorização de 3,37%, sendo negociados a US$ 5.798 por tonelada durante a manhã.
De acordo com Jack Scoville, analista do Price Futures Group, a perspectiva para o cacau é de baixa nos próximos dias. Essa visão reflete as dinâmicas do mercado, influenciadas por fatores como oferta e demanda global, que continuam a pressionar os preços da amêndoa.
No mesmo pregão, o café também opera em baixa na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento para dezembro caíram 0,61%, cotados a US$ 3,9120 por libra-peso, indicando uma continuidade na volatilidade observada em commodities agrícolas.
Já os contratos futuros do açúcar demerara mostram estabilidade relativa. Com uma valorização modesta de 0,13%, os papéis para março estão cotados a 15,82 centavos de dólar por libra-peso, mantendo-se em um patamar equilibrado em meio às oscilações do setor.
Em contrapartida, os contratos de algodão apresentam alta nesta manhã. Os papéis da pluma com entrega para dezembro subiram 0,91%, alcançando 64,30 centavos de dólar por libra-peso, o que sugere um movimento positivo para esse produto em um dia misto para as commodities.
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em queda. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro, estão cotados a US$ 1,8965 por libra-peso, registrando uma desvalorização de 1,19%.
Essas variações destacam a instabilidade atual nos mercados de soft commodities em Nova York, com impactos potenciais para produtores e investidores globais, especialmente em um contexto de incertezas econômicas.