Os preços do cacau na bolsa de Nova York continuam influenciados pelos dados de moagem em grandes centros consumidores. Na sessão desta sexta-feira (17/10), os lotes com vencimento em dezembro fecharam em queda de 1,60%, atingindo US$ 5.895 a tonelada. Essa movimentação reflete as expectativas do mercado após a divulgação de indicadores recentes.
Enquanto os dados de moagem na Europa surpreenderam positivamente no dia anterior, as informações da Ásia vieram em linha com as projeções, mostrando uma queda de 17,1% no terceiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2024. Em contrapartida, a América do Norte registrou um avanço de 3,2% na moagem, o que pode indicar uma recuperação gradual no setor.
De acordo com o site Mercado do Cacau, o aumento na demanda norte-americana está ligado à produção de chocolates premium e sazonais, além de uma melhor adaptação das indústrias aos custos elevados. A publicação destaca que algumas empresas realocaram estratégias de compra, aproveitando o arrefecimento parcial dos preços após o pico histórico no primeiro semestre.
Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, explicou que o avanço na moagem da América do Norte também pode ser atribuído ao aumento da produção no Equador. Relatos indicam que o país pode superar Gana e se consolidar como o segundo maior produtor de cacau do mundo, influenciando o equilíbrio global de oferta.
Em outros mercados agrícolas, o suco de laranja concentrou e congelado registrou forte queda de 5,17%, fechando a US$ 1,8330 a libra-peso, testando mínimas de três anos. O açúcar demerara para março do próximo ano cedeu 1,90%, a 15,50 centavos de dólar a libra-peso, após uma leve alta na véspera.
O café arábica, por sua vez, avançou 0,93% nos contratos de dezembro, negociados a US$ 3,9745 a libra-peso. Já o algodão subiu 0,86%, com papéis de dezembro a 64,28 centavos de dólar a libra-peso, refletindo uma tendência positiva em meio às variações gerais do setor.