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sexta-feira , 6 março 2026
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Shell e Cosan negociam injeção bilionária na Raízen em meio a tensões com credores

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A Shell e a Cosan, que controlam a Raízen, estão avaliando, juntamente com o BTG Pactual, uma injeção de capital na companhia que pode atingir até R$ 10 bilhões, de acordo com informações divulgadas pela agência Bloomberg. As negociações incluem a possibilidade de envolvimento de potenciais terceiros, visando fortalecer a estrutura financeira da empresa de biocombustíveis.

A reestruturação da dívida da Raízen tem gerado tensões entre os credores e a Cosan. Fontes familiarizadas com o assunto revelaram que André Esteves, do BTG Pactual, e Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, mantiveram discussões pessoais sobre uma estrutura de dívida atrelada a dividendos da Cosan, com implicações diretas para a Raízen.

No balanço do terceiro trimestre, a Cosan reconheceu a exposição do Itaú à empresa, o que tem impulsionado o banco a pressionar por uma renegociação. De acordo com as fontes, a situação financeira enfraquecida da Raízen justifica essa urgência, com o Itaú buscando uma solução mais rápida e com menor risco envolvido.

A Shell, detentora de 44% da Raízen, também deve participar da capitalização proposta, contribuindo para estabilizar a companhia em um momento de desafios no setor de energia. Essa movimentação ocorre em um contexto de volatilidade no mercado de biocombustíveis, influenciado por flutuações globais de preços e demandas regulatórias.

Paralelamente, a Raízen avança em um plano de venda de ativos estimado em cerca de R$ 10 bilhões, incluindo a alienação de sua refinaria na Argentina, conforme indicaram fontes à Bloomberg. Essa estratégia visa gerar liquidez e aliviar pressões financeiras.

Procuradas pela agência, Raízen, Cosan e Itaú optaram por não comentar o assunto. Já o BTG Pactual e o BTG Pactual Holding declararam que não terão participação direta na reestruturação da Raízen, limitando seu envolvimento às avaliações iniciais.

Essas negociações destacam as complexidades do setor energético brasileiro, onde parcerias entre gigantes globais como a Shell e players nacionais como a Cosan podem influenciar dinâmicas econômicas mais amplas, inclusive em políticas de transição para energias renováveis.

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