As exportações argentinas de grãos e derivados alcançaram uma receita de US$ 31,339 bilhões em 2025, registrando um aumento de 25% em comparação com 2024. Os dados foram divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC), que representam 48% das exportações do país. Esse desempenho destaca o papel crucial do setor agroexportador na economia argentina, impulsionado por produtos como farelo de soja, óleo de soja e milho.
Desempenho anual das exportações
O ano de 2025 marcou um período de forte recuperação para as exportações argentinas de grãos. Produtores e exportadores argentinos se beneficiaram de condições favoráveis, levando a um volume maior de embarques. O farelo de soja liderou as exportações, seguido pelo óleo de soja e pelo milho, conforme relatado pelas entidades.
A Ciara e o CEC enfatizam que esses números refletem a competitividade do setor no mercado global. Com o aumento de 25% na receita, o setor contribuiu significativamente para o balanço comercial da Argentina. Os dados abrangem o ano completo, com foco nos embarques realizados até dezembro de 2025.
Detalhes dos embarques em dezembro
Dezembro de 2025 foi um mês chave para as exportações argentinas, com o início dos embarques de trigo e cevada. Além disso, as exportações de soja e seus derivados continuaram em ritmo acelerado. Isso ocorreu sob um regime especial de suspensão temporária das retenciones, facilitando as operações.
O mês de dezembro foi marcado pelo início dos embarques de trigo e cevada, bem como pela continuidade das exportações de soja e derivados, em regime especial de suspensão temporária das retenciones.
A declaração da Ciara e do CEC destaca como essas medidas temporárias impulsionaram o fluxo de exportações. Os embarques de dezembro contribuíram para o fechamento positivo do ano, consolidando a posição da Argentina como um dos principais exportadores de grãos na América Latina.
Impacto econômico e perspectivas
As exportações de grãos representam uma fatia vital da economia argentina, gerando divisas essenciais para o país. Com a receita de US$ 31,339 bilhões em 2025, o setor demonstrou resiliência apesar de desafios globais. Analistas preveem que essa tendência pode se manter em 2026, dependendo de fatores como clima e preços internacionais.
Produtores argentinos de farelo de soja, óleo de soja e milho continuam a investir em tecnologias para aumentar a eficiência. A Ciara e o CEC, ao representar 48% das exportações, desempenham um papel fundamental na divulgação de dados transparentes. Esse relatório, divulgado em janeiro de 2026, oferece insights valiosos para o mercado global de commodities.