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sexta-feira , 6 março 2026
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México implementa cotas sem tarifas para importação de carnes e combate inflação

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Açougue em mercado brasileiro com carnes expostas, ilustrando importação sem tarifas no México para combater inflação.

O governo mexicano anunciou, em decreto publicado no Diário Oficial da Federação nesta quarta-feira (4), a implementação de cotas isentas de tarifas para a importação de carnes de aves, bovinos e suínos. A medida visa combater a inflação e garantir o abastecimento interno, com validade até 31 de dezembro de 2024, e entra em vigor imediatamente. Envolvidos incluem a Secretaria de Economia, o presidente Andrés Manuel López Obrador, importadores, exportadores do Brasil, Estados Unidos e Canadá, além de produtores locais e associações como a ABPA e a Abiec.

Detalhes do decreto

O decreto estabelece limites específicos para as importações, administrados pela Secretaria de Economia. Essa entidade emitirá certificados de importação, desde que os produtos atendam aos requisitos sanitários exigidos. A iniciativa busca equilibrar o mercado interno, evitando escassez e controlando os preços dos alimentos.

Exportadores do Brasil, Estados Unidos e Canadá serão diretamente impactados, pois o México representa um importante destino para suas carnes. Produtores mexicanos, por sua vez, poderão se beneficiar de uma competição mais regulada, protegendo a produção local.

Motivações econômicas

A decisão surge em resposta à inflação global, à escassez de oferta e aos altos preços internacionais de alimentos. O México enfrenta pressões econômicas, com registro de inflação de 7,8% em julho de 2023, servindo como contexto histórico para as medidas atuais. Em 2026, o governo busca mitigar esses impactos para estabilizar o custo de vida da população.

O presidente Andrés Manuel López Obrador enfatiza a necessidade de proteger os consumidores mexicanos contra flutuações externas. Essa política reflete uma estratégia mais ampla para garantir a segurança alimentar no país.

Impactos no comércio internacional

Para o Brasil, representado pela ABPA e Abiec, as cotas podem influenciar as exportações de carnes de aves, bovinos e suínos. Embora isentas de tarifas, os limites impostam restrições quantitativas, exigindo adaptações por parte dos exportadores.

Países como Estados Unidos e Canadá também precisarão ajustar suas estratégias comerciais. A medida mexicana pode alterar dinâmicas regionais, promovendo um comércio mais controlado e previsível.

Perspectivas futuras

Com a vigência até o final de 2024, o decreto será monitorado pela Secretaria de Economia para avaliar sua eficácia. Ajustes poderão ser necessários com base no desempenho econômico e nas condições globais de oferta. Essa abordagem demonstra o compromisso do México em equilibrar importações com a proteção ao setor agropecuário nacional.

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