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Preços do algodão recuam no Brasil e no exterior enquanto nova safra avança

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Queda nas cotações reflete oferta elevada, menor interesse comprador e cenário externo pressionado por estoques globais e dólar valorizado

Os preços do algodão em pluma registraram recuo nos mercados interno e externo nos últimos dias, segundo levantamento divulgado pelo Cepea nesta terça-feira (21). No Brasil, o movimento é atribuído à ampla disponibilidade do produto, à ausência de compradores ativos e à redução da paridade de exportação, fatores que têm limitado novas negociações.

Mercado interno segue pressionado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a combinação entre oferta elevada e cautela da indústria têxtil resultou em menor liquidez no mercado doméstico. Mesmo com a relevância do algodão brasileiro no cenário global, produtores enfrentam dificuldades para fechar negócios a preços considerados atrativos, cenário que também afeta polos produtivos do Oeste da Bahia, uma das principais regiões algodoeiras do país.

Cenário internacional limita recuperação

No mercado externo, as quedas foram mais moderadas, mas igualmente influenciadas pelo elevado estoque global da fibra e pela valorização do dólar frente a uma cesta de moedas internacionais. Esse contexto reduz a competitividade das exportações e pressiona as cotações nas bolsas internacionais, refletindo diretamente nos preços praticados no Brasil.

Nova safra avança em bom ritmo

Apesar do ambiente de preços mais baixos, o cultivo da nova safra de algodão avança de forma satisfatória. A produção brasileira para a temporada 2025/26 está estimada em 3,82 milhões de toneladas, volume 6,3% inferior ao registrado na safra anterior. A redução está associada, principalmente, a ajustes de área e estratégias dos produtores diante do cenário de margens mais apertadas.

Perspectivas para o setor

Especialistas avaliam que o desempenho do algodão nos próximos meses dependerá da evolução da demanda global, do comportamento do câmbio e do ritmo das exportações brasileiras. Para o agronegócio da Bahia e do Brasil, o desafio será equilibrar custos de produção com um mercado ainda pressionado, mantendo competitividade e sustentabilidade da atividade.


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