Demanda mais ativa após o recesso melhora ajuste entre oferta e consumo, apesar de valores ainda nos menores níveis desde setembro
A retomada gradual da demanda por parte das fecularias tem ajudado a limitar quedas mais intensas nos preços da mandioca no mercado brasileiro. Com o fim do período de recesso, mais indústrias voltaram ao esmagamento na última semana, favorecendo um melhor equilíbrio entre oferta e demanda, conforme análise do Cepea.
Indústrias retomam atividades e sustentam o mercado
Segundo o Cepea, o retorno das fecularias ao processamento contribuiu para reduzir a pressão negativa sobre as cotações. Ao mesmo tempo, produtores elevaram o interesse pela comercialização, buscando capitalização, manutenção das programações de entrega e liberação de áreas para novas atividades no campo.
Preços seguem baixos, apesar de ajuste recente
Levantamento do Cepea mostra que o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 472,11 na última semana, equivalente a R$ 0,8211 por grama de amido. O resultado representa queda de 2% em relação ao período anterior e mantém os preços no menor patamar desde setembro do ano passado.
Queda é ainda mais expressiva em termos reais
Quando considerados os valores deflacionados pelo IGP-DI, a média real da mandioca está 25,3% inferior à observada no mesmo intervalo de 2025. O dado evidencia que, apesar da melhora recente na demanda, o mercado ainda opera em níveis historicamente pressionados.
Derivados apresentam comportamentos distintos
Entre os derivados, o mercado de fécula segue lento, com poucos negócios efetivos, direcionados principalmente ao atacado, à indústria de massas e à panificação. Já a farinha de mandioca apresentou cenário mais firme, com compradores ativos na reposição de estoques, resultando em bom volume comercializado em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.