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sexta-feira , 6 março 2026
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Mercado de soja no Brasil tem negócios limitados e preços estáveis com alta na CBOT

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Plantação de soja no Brasil com campos verdes e maduros, representando mercado estável e negócios limitados.

O mercado da soja no Brasil registra negócios pontuais com ritmo limitado nesta quinta-feira (14), com preços estáveis nos portos e no interior, enquanto a Bolsa de Chicago (CBOT) apresenta alta nos contratos futuros. Produtores e compradores adotam posturas cautelosas, influenciadas por irregularidades climáticas e relatórios do USDA e da Conab. Exportações fortes em dezembro de 2023 somam 1,5 milhão de toneladas na primeira semana, e o plantio da safra 2023/24 atinge 92%.

Mercado interno com negociações restritas

Produtores de soja no Brasil vendem apenas o necessário para cobrir despesas imediatas, limitando o volume de negócios. Compradores, por sua vez, aguardam uma maior oferta da safra nova para pressionar os preços para baixo. Essa dinâmica resulta em preços estáveis nos portos de Paranaguá/PR e Rio Grande/RS, assim como no interior, em regiões como Passo Fundo/RS, Dourados/MS, Rondonópolis/MT e Uberlândia/MG.

Alta na CBOT impulsiona contratos

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja registram alta devido a compras técnicas e ao relatório do USDA, que reduziu a estimativa da safra nos Estados Unidos. Irregularidades climáticas na América do Sul, como seca no Centro-Oeste brasileiro e chuvas excessivas no Sul, sustentam os preços. Entregas para fevereiro de 2024 também contribuem para o cenário positivo na bolsa.

Exportações fortes em dezembro

As exportações de soja do Brasil totalizaram 1,5 milhão de toneladas na primeira semana de dezembro de 2023, demonstrando demanda global robusta. Esse desempenho reflete a força do setor, apesar das negociações internas limitadas. Consultores destacam que o clima na América do Sul permanece sob vigilância, pois problemas podem manter os preços elevados.

Perspectivas e citações de especialistas

Os produtores estão vendendo apenas o necessário para cobrir despesas imediatas, e os compradores estão esperando por uma safra maior para baixar os preços.

Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, enfatiza a cautela no mercado. Ele observa que produtores e compradores aguardam a entrada da safra nova em janeiro, o que pode gerar pressão baixista, dependendo do clima e da demanda global.

O mercado está de olho no clima na América do Sul, pois qualquer problema pode sustentar os preços.

Com a safra nova entrando em janeiro, poderemos ver mais pressão baixista, mas depende do clima e da demanda global.

A Conab reporta o plantio da safra 2023/24 em 92%, com foco em irregularidades climáticas que afetam o Centro-Oeste e o Sul do Brasil. Esses fatores, combinados com a redução da safra nos EUA pelo USDA, mantêm o mercado atento a variações futuras.

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