Produtores de leite do Rio Grande do Sul estão indignados com uma nova redução nos preços pagos pela indústria, com cortes variando de 10 a 20 centavos por litro, conforme registrado pela Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) em fevereiro de 2026. Apesar de indicações de estabilidade ou até aumentos nos mercados nacional e internacional, os produtores relatam dificuldades econômicas agravadas por seca e enchentes recentes. O presidente da Gadolando, Marcos Tang, defendeu um diálogo urgente entre as partes para equilibrar a cadeia produtiva.
Queixas registradas pela Gadolando
A Gadolando tem recebido diversas queixas de produtores de leite do Rio Grande do Sul sobre os cortes nos preços do leite entregues à indústria. Esses relatos destacam uma redução que varia entre 10 e 20 centavos por litro, implementada neste mês de fevereiro de 2026. Os produtores questionam a lógica por trás dessa decisão, especialmente em um contexto de desafios climáticos que já comprimem suas margens de lucro.
Contexto econômico desafiador
A seca e as enchentes recentes no Rio Grande do Sul têm impactado severamente a produção leiteira, deixando os produtores com pouca margem de manobra econômica. Apesar disso, o mercado nacional, representado pelo Conseleite, e o internacional indicam estabilidade ou leves aumentos nos preços. Essa discrepância tem gerado incompreensão e frustração entre os envolvidos na cadeia de suprimentos.
Declarações do presidente Marcos Tang
Os produtores estão questionando, com todo o mérito e justiça, por que o preço continua baixando neste mês. Isso ocorre justamente em um momento em que as reuniões do Conseleite e o próprio mercado mundial vêm indicando estabilidade e, em alguns casos, até um leve aumento nas negociações internacionais.
Marcos Tang, presidente da Gadolando, expressou publicamente a indignação dos produtores. Ele enfatizou a necessidade de entender as razões para essas reduções, que parecem contrárias às tendências de mercado. Tang destacou que os produtores enfrentam um período delicado, sem espaço para mais perdas financeiras.
O produtor vem atravessando um período muito delicado, praticamente sem margem de manobra do ponto de vista econômico. Diante desse contexto, não estamos conseguindo entender essa lógica de novas reduções no preço.
Apelo por diálogo e sustentabilidade
Produtor e indústria precisam sentar, conversar e se entender. É necessário um convívio pacífico e equilibrado, porque um depende enormemente do outro para que a cadeia funcione de forma sustentável.
Tang defendeu um convívio pacífico e equilibrado entre produtores e indústria leiteira, argumentando que a dependência mútua exige negociações construtivas. Essa abordagem visa garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul. A Gadolando continua monitorando a situação e incentivando o diálogo para resolver as tensões atuais.