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sexta-feira , 6 março 2026
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Oferta curta e demanda aquecida levam feijão a novas máximas no início de fevereiro

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Valorização iniciada em janeiro se intensifica, com o feijão carioca atingindo os maiores preços da série histórica, enquanto o feijão preto também avança

O mercado do feijão iniciou fevereiro com altas ainda mais intensas, dando continuidade ao movimento de valorização observado ao longo de janeiro. Levantamento do Cepea mostra que o cenário de oferta restrita e demanda firme tem sustentado a escalada dos preços em diferentes regiões produtoras do país.

Feijão carioca atinge patamar histórico

O principal destaque do período é o feijão carioca. Os preços médios alcançaram os maiores níveis da série histórica Cepea/CNA”, iniciada em setembro de 2024. O movimento é observado tanto para grãos de nota 9 ou superior quanto para aqueles classificados entre nota 8 e 8,5, indicando valorização generalizada da qualidade disponível no mercado.

De acordo com os pesquisadores, o impulso vem da combinação entre a baixa oferta no campo e a demanda aquecida, especialmente por lotes de melhor padrão, o que tem intensificado a disputa entre compradores.

Feijão preto também avança, mas em ritmo menor

No caso do feijão preto, as cotações médias seguem em alta neste começo de fevereiro e operam nos níveis mais elevados desde março de 2025, conforme apontam os dados do Cepea. Apesar disso, o ritmo de valorização é menos intenso quando comparado ao do carioca.

Esse comportamento está relacionado a um abastecimento relativamente mais confortável da indústria e à menor presença de compradores no mercado spot, fatores que ajudam a limitar movimentos mais agressivos de alta.

Impactos para produtores e consumidores

O atual cenário favorece os produtores, que encontram um ambiente de preços historicamente elevados, especialmente no segmento do feijão carioca. Por outro lado, o encarecimento do grão pressiona os custos ao longo da cadeia, com reflexos diretos no atacado e no varejo, afetando o consumidor final.

Em regiões do Nordeste e do Sudeste, onde o feijão tem forte peso na alimentação básica, o movimento é acompanhado com atenção por agentes do mercado e formuladores de políticas públicas.

Expectativas para as próximas semanas

Analistas indicam que a continuidade das altas dependerá da recomposição da oferta e do avanço das lavouras nas próximas etapas do calendário agrícola. Enquanto a disponibilidade seguir restrita e a demanda firme, os preços devem permanecer em patamares elevados, mantendo o feijão entre os destaques do mercado agrícola brasileiro neste início de 2026.


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