A colheita da safra de laranja 2025/26 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro avança rapidamente e se aproxima do fim, com uma nova estimativa do Fundecitrus apontando para 292,6 milhões de caixas de 40,8 kg. Essa projeção, divulgada nesta semana, representa um ajuste negativo de 0,7% em relação ao relatório de dezembro de 2025. O Fundecitrus, em parceria com produtores e o Cepea, destaca influências climáticas como fator chave para as revisões.
Detalhes da estimativa atualizada
A redução na estimativa decorre principalmente de ajustes nas produções de variedades tardias, como valência, folha murcha e natal. Essas variedades respondem por uma parcela significativa da safra total. O Fundecitrus monitora de perto o cinturão citrícola, que abrange regiões chave em São Paulo e Minas Gerais, para fornecer dados precisos aos produtores.
Influência do clima na colheita
O clima tem desempenhado um papel fundamental nesta safra. Dezembro de 2025 foi marcado por temperaturas elevadas, enquanto janeiro e fevereiro de 2026 trouxeram chuvas que beneficiaram as plantações. Essas condições ajudaram a manter a qualidade das laranjas, embora o calor previsto para os próximos meses gere incertezas para a safra 2026/27.
Impacto para os produtores
Produtores do cinturão citrícola enfrentam desafios com essas variações climáticas, que afetam não apenas a quantidade, mas também a qualidade da fruta. O Cepea, centro de estudos econômicos, acompanha esses impactos para orientar o setor. Com a colheita próxima do fim em fevereiro de 2026, os agricultores se preparam para o fechamento da temporada.
Perspectivas futuras
Embora a safra atual mostre um leve declínio na estimativa, as chuvas recentes oferecem um alívio temporário. No entanto, as previsões de calor futuro podem complicar o planejamento para a próxima safra. O Fundecitrus enfatiza a importância de estratégias adaptativas para mitigar riscos climáticos no setor citrícola.
Contexto econômico do setor
O cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro continua como o principal polo de produção de laranja no Brasil. Essa safra 2025/26 reforça a relevância econômica da região, com milhões de caixas destinadas ao mercado interno e exportação. Ajustes como esse ajudam a alinhar expectativas e estratégias comerciais.