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Arroba do boi gordo sobe R$ 10 e atinge R$ 350 em São Paulo neste fevereiro

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Rebanho de bois gordos em fazenda no interior de São Paulo, ilustrando alta no preço da arroba do boi gordo para R$ 350 em fevereiro.

Alta nos preços da arroba do boi gordo marca fevereiro de 2026

Na primeira quinzena de fevereiro de 2026, a arroba do boi gordo registrou uma alta de cerca de R$ 10 nas principais praças pecuárias do Brasil, alcançando níveis como R$ 350 em São Paulo. Esse avanço reflete a restrição de oferta de animais terminados e o forte ritmo de exportações de carne bovina. Pecuaristas brasileiros, indústrias frigoríficas e exportadores sentem os impactos, com compradores internacionais como China e Estados Unidos impulsionando a demanda.

Fatores que impulsionam o mercado físico

Os preços avançaram no mercado físico devido à dificuldade das indústrias em preencher as escalas de abate. Negócios pontuais foram fechados a R$ 350 por arroba, destacando a pressão sobre a oferta. As exportações aquecidas contribuem para esse cenário, com um aumento de 63,7% no valor médio diário para mercados como China e Estados Unidos.

Chuvas satisfatórias desde dezembro de 2025 ajudaram na recuperação das pastagens, mas a restrição de animais terminados persiste. Isso limita a disponibilidade para abate, forçando as indústrias a oferecerem valores mais altos. O equilíbrio entre oferta e demanda continua desafiador para os envolvidos no setor.

Regiões afetadas pela valorização

As principais praças pecuárias do Brasil, incluindo São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, registraram essa alta. Em São Paulo, o preço de R$ 350 por arroba se consolidou como referência. Outras regiões acompanham o movimento, com variações semelhantes impulsionadas pela dinâmica nacional.

Pecuaristas nessas áreas beneficiam-se da valorização, enquanto indústrias frigoríficas enfrentam custos elevados. Exportadores de carne bovina veem oportunidades com a demanda internacional, mas precisam gerenciar a escassez interna. O impacto é sentido em toda a cadeia produtiva, do campo ao consumidor final.

Perspectivas para o período pós-Carnaval

Com o Carnaval se aproximando, há expectativa de consumo doméstico positivo durante o feriado. Isso pode sustentar os preços elevados no curto prazo. Analistas preveem que o período pós-Carnaval mantenha o ritmo, dependendo da continuidade das exportações e da oferta de animais.

A alta de 63,7% nas exportações para China e Estados Unidos reforça a confiança no mercado externo. No entanto, a restrição de oferta permanece como fator chave para monitorar. Pecuaristas e indústrias devem se adaptar a essas condições para otimizar operações.

Implicações para o setor pecuário brasileiro

O setor pecuário brasileiro demonstra resiliência diante desses desafios, com exportações atuando como motor de crescimento. A valorização da arroba do boi gordo beneficia produtores, mas exige planejamento para indústrias e exportadores. Compradores internacionais continuam a influenciar o mercado, destacando a importância da carne bovina brasileira no cenário global.

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