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Embrapa e universidades decodificam genoma de fungo que devasta crisântemos em Holambra

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Plantação de crisântemos em Holambra afetada por fungo, com flores coloridas e arquitetura holandesa ao fundo.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), anunciou a decodificação do genoma do fungo Puccinia horiana, responsável pela ferrugem branca do crisântemo. Essa praga devastou a produção de plantas ornamentais em Holambra (SP), causando prejuízos milionários à floricultura brasileira. O sequenciamento, publicado em 25 de outubro de 2024 na revista Phytopathology, representa um avanço crucial para o desenvolvimento de estratégias de controle e variedades resistentes.

A origem do problema

A ferrugem branca foi detectada pela primeira vez no Brasil em 2010, afetando principalmente os produtores de crisântemos em Holambra, conhecida como a capital das flores. Essa doença quarentenária impõe restrições severas às exportações e exige medidas fitossanitárias rigorosas. Os pesquisadores Maurício Rossato e Marisa Vieira de Queiroz lideraram o estudo, que utilizou sequenciamento genômico de nova geração (NGS) e análises bioinformáticas para mapear o genoma do fungo.

O processo de sequenciamento

A equipe realizou o sequenciamento em parceria entre Embrapa, UnB e Unicamp, focando na compreensão da patogenicidade do Puccinia horiana. Essa abordagem permitiu identificar genes relacionados à infecção e comparar com outros fungos da família Pucciniaceae. O objetivo é desenvolver fungicidas específicos e marcadores moleculares para detecção precoce, transformando um desafio em oportunidade para inovação na fitopatologia brasileira.

A ferrugem branca é uma praga quarentenária, o que significa que sua presença restringe exportações e impõe medidas fitossanitárias rigorosas. — Maurício Rossato

Impactos econômicos e perspectivas futuras

A floricultura brasileira movimenta bilhões anualmente, e a ferrugem branca causou perdas significativas, especialmente em Holambra. Com o genoma decifrado, os cientistas podem agora criar variedades de crisântemos resistentes, reduzindo a dependência de fungicidas e melhorando a sustentabilidade da produção. Esse marco beneficia produtores locais e fortalece o setor de plantas ornamentais no país.

Com o genoma em mãos, podemos comparar com outros fungos da família Pucciniaceae e identificar alvos para o desenvolvimento de marcadores moleculares para detecção precoce. — Rossato

Esse trabalho é um marco para a fitopatologia brasileira, especialmente no setor de ornamentais, que movimenta bilhões anualmente. — Marisa Vieira de Queiroz

Estamos transformando um problema em oportunidade para inovação. — Rossato

Relevância para o setor agrícola

A pesquisa abre caminhos para estratégias de controle mais eficientes, combatendo prejuízos que afetam não apenas Holambra, mas toda a cadeia produtiva de flores no Brasil. Em um contexto de mudanças climáticas e pragas emergentes, avanços como esse são essenciais para a segurança alimentar e econômica. Os resultados, publicados há mais de um ano, continuam a influenciar estudos em biotecnologia agrícola.

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