O Brasil alcançou um marco histórico na exportação de gado vivo em janeiro de 2026, com o embarque de 170,4 mil cabeças de bovinos e um faturamento de US$ 208,7 milhões, superando todos os registros anteriores.
Recorde histórico nas exportações
Esse desempenho representa o melhor mês já registrado para o setor no país. Os produtores brasileiros, especialmente dos estados do Pará e do Rio Grande do Sul, foram os principais responsáveis pelo volume exportado. A conquista reflete a crescente competitividade do Brasil no mercado global de gado vivo.
Principais compradores internacionais
A Turquia liderou as aquisições, com 67,3 mil cabeças importadas do Brasil. Em seguida, o Iraque comprou 47,4 mil cabeças, enquanto o Marrocos adquiriu 40,4 mil. Esses países demonstraram uma demanda firme por bovinos vivos brasileiros, impulsionando o recorde de janeiro.
Origens e destinos das exportações
As exportações partiram principalmente do Pará e do Rio Grande do Sul, regiões com forte tradição na pecuária. Os destinos concentraram-se na Turquia, no Iraque e no Marrocos, destacando a expansão do comércio brasileiro para o Oriente Médio e o Norte da África. Essa distribuição geográfica reforça a posição estratégica do Brasil no setor.
Detalhes econômicos do comércio
Os preços FOB praticados nas exportações registraram um ágio de até 63% em relação ao mercado interno no Rio Grande do Sul. Esse diferencial de preço contribuiu significativamente para o faturamento total de US$ 208,7 milhões. A operação envolveu o embarque de 170,4 mil cabeças, com transações eficientes que beneficiaram os produtores nacionais.
Fatores que impulsionaram o sucesso
A demanda internacional permaneceu firme, com a Turquia autorizando a importação de até 500 mil cabeças ao longo de 2026. Além disso, a retração no rebanho bovino global aumentou a busca por fornecedores como o Brasil. A competitividade dos preços brasileiros foi um elemento chave para atrair compradores estrangeiros.
Perspectivas para o setor
Com esse início de ano promissor, o setor de exportação de gado vivo no Brasil pode esperar um 2026 ainda mais robusto. A combinação de demanda externa e capacidade produtiva nacional sugere oportunidades contínuas de crescimento. Analistas acompanham de perto as tendências globais para prever o impacto no mercado interno.