No Quilombo Mesquita, localizado entre Cidade Ocidental e a antiga área de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, uma tradição centenária de cultivo de marmelo e produção artesanal de marmelada persiste como símbolo de resistência cultural e identidade comunitária. Iniciada em 1815, essa prática une famílias como a Laquias e produtores locais, preservando heranças geracionais em meio a adaptações modernas. Com colheitas anuais em janeiro e fevereiro, a comunidade celebra a Festa do Marmelo, reforçando laços e o desenvolvimento regional.
Origens da tradição
A história remonta a 1815, quando o Quilombo Mesquita começou a cultivar marmelo em pomares familiares. Famílias como a de Carlúcio Miguel Laquias, Kelle Dias, Jorge e a bisavó Ana dos Passos de Araújo Melo mantêm viva essa herança. O produtor Sinval Pereira Braga, com seus 140 pés de marmelo, exemplifica o compromisso com a agricultura familiar.
Processo de produção artesanal
A colheita ocorre coletivamente nos meses de janeiro e fevereiro, resultando em 14 a 16 toneladas de marmelada por ano. A produção utiliza marmelo, água e açúcar em equipamentos de inox, adaptados às normas sanitárias atuais. Essa abordagem garante a qualidade e a continuidade da tradição, distribuída para Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Tocantins.
Envolvimento comunitário
A comunidade do Quilombo Mesquita participa ativamente, com famílias como a Laquias transmitindo conhecimentos de geração em geração. A secretária interina Paula Tredicci destaca o papel dessa prática na preservação cultural. A Festa do Marmelo anual fortalece o senso de união e pertencimento.
a celebração reforça o sentimento de pertencimento e demonstra que o desenvolvimento regional também passa pela preservação das tradições. — Paula Tredicci
Preservação cultural e adaptações
A tradição visa preservar a resistência cultural e a identidade comunitária, adaptando-se a exigências modernas sem perder a essência artesanal. Essa continuidade geracional une agricultura familiar e herança regional. O cultivo de marmelo no Quilombo Mesquita representa um elo vital com o passado.
Impacto regional
A produção não só atende demandas locais, mas expande para estados vizinhos, promovendo a economia familiar. Em 2026, com a colheita recente em janeiro e fevereiro, a comunidade reafirma sua resiliência. Essa prática demonstra como tradições centenárias contribuem para o desenvolvimento sustentável na região.