São Paulo, 5 de março de 2026 – O professor de agronomia Marcos Fava Neves, da Esalq/USP, afirma que a Índia pode se tornar o novo principal mercado para o agronegócio brasileiro, assumindo um papel similar ao da China. Em artigo publicado no LinkedIn em 25 de setembro de 2024, Neves destaca oportunidades e desafios para as exportações agrícolas brasileiras ao país asiático. Essa visão surge em meio à necessidade de diversificação de mercados, impulsionada pelo crescimento econômico e demográfico da Índia.
O potencial da Índia como parceiro comercial
A Índia, com mais de 1,4 bilhão de habitantes, representa o país mais populoso do mundo e exibe um crescimento econômico acelerado. Esses fatores criam uma demanda crescente por produtos agrícolas, como soja, milho, carne bovina, frango e açúcar. Neves enfatiza que o agronegócio brasileiro está bem posicionado para atender essa necessidade, especialmente no suprimento de óleos vegetais.
A Índia é o país mais populoso do mundo e tem uma economia em crescimento acelerado.
O Brasil, como um dos maiores produtores de soja, pode suprir volumes significativos de importações indianas. Essa parceria poderia reduzir a dependência brasileira do mercado chinês, promovendo uma diversificação estratégica.
Desafios para as exportações brasileiras
Apesar das oportunidades, barreiras tarifárias e regulamentações indianas representam obstáculos para o agronegócio brasileiro. Neves recomenda negociações de acordos bilaterais para mitigar esses entraves. Sem tais medidas, o potencial de exportações pode ser limitado.
É preciso negociar acordos bilaterais para reduzir essas barreiras tarifárias.
Além disso, o professor alerta para a importância de ações imediatas para capturar esse mercado emergente. Ele sugere que o setor agro brasileiro invista em estratégias de marketing e parcerias locais na Índia.
Recomendações e visão de futuro
Neves defende que o agronegócio brasileiro olhe além da China, posicionando a Índia como o próximo grande parceiro. Com o crescimento demográfico e econômico indiano, há um vasto potencial para exportações sustentáveis. Ele conclui que é hora de agir para explorar essas oportunidades.
O agro brasileiro precisa olhar para além da China. A Índia, com seu crescimento demográfico e econômico, pode ser o próximo grande parceiro.
A Índia importa grandes volumes de óleos vegetais, e o Brasil é um dos maiores produtores de soja, que pode suprir essa demanda.
É hora de agir para capturar esse mercado emergente.
Essa análise de Neves, publicada há mais de um ano, continua relevante em 2026, à medida que o Brasil busca expandir suas fronteiras comerciais no agronegócio.