Postos de combustível no Centro-Oeste do Brasil registraram aumentos significativos no preço do diesel nesta semana, com valores saltando de R$ 6,50 para até R$ 8 por litro, o que gerou denúncias de abusos e um pedido de intervenção governamental pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). A alta, observada principalmente na terça-feira (10/03/2026), afeta caminhoneiros e produtores rurais em plena safra, agravando preocupações com a volatilidade do mercado internacional de petróleo. A Petrobras manteve seus preços estáveis há mais de 300 dias, enquanto refinarias privadas como Ream, no Amazonas, e Mataripe, na Bahia, elevaram os custos em mais de 20%.
Aumento nos preços do diesel
O preço do diesel no Centro-Oeste subiu abruptamente, acompanhando flutuações no mercado global. De acordo com relatos, o litro passou de R$ 6,50 para R$ 7,50 em diversos postos, chegando a R$ 8 em alguns locais. Essa variação ocorre em meio a dificuldades pontuais no Rio Grande do Sul, onde também se nota escassez do combustível.
Reações da Abrava e denúncias
Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Abrava, destacou os impactos sobre os caminhoneiros. Ele denunciou abusos nos preços e solicitou ação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para investigar as práticas. A entidade representa os interesses de condutores afetados pela instabilidade.
O preço passou de R$ 6,50 para R$ 7,50 e em alguns lugares já chega a R$ 8 o litro, e pegou a categoria (caminhoneiros) em plena safra. A preocupação maior é no Centro-Oeste, onde já começou a faltar diesel.
A Abrava argumenta que a volatilidade do petróleo justifica uma intervenção para estabilizar os preços e evitar prejuízos ao setor de transportes.
Fatores internacionais influenciadores
A alta no preço do diesel está ligada à volatilidade do petróleo Brent, que abriu próximo de US$ 120 por barril e caiu para US$ 88 na mesma sessão. Esse movimento influencia os custos via heating oil, um derivado usado como referência. Apesar da estabilidade da Petrobras, as refinarias privadas ajustaram seus valores em resposta ao mercado externo.
Impactos no setor produtivo
Caminhoneiros e produtores rurais enfrentam desafios crescentes com o encarecimento do combustível durante a safra. No Centro-Oeste, região chave para a agricultura, a falta de diesel ameaça operações logísticas essenciais. Especialistas alertam que essa instabilidade pode elevar custos de produção e afetar a economia local.
Perspectivas e monitoramento
A ANP monitora a situação, mas ainda não anunciou medidas específicas. Enquanto isso, a Petrobras mantém sua política de preços estáveis, contrastando com as refinarias privadas. Observadores do mercado preveem que a volatilidade do petróleo continue influenciando os valores no Brasil nas próximas semanas.