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domingo , 15 março 2026
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Safrinha de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil enfrenta riscos por atrasos e estoques críticos

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Plantação de milho no Centro-Sul do Brasil com sinais de atrasos e riscos para a safrinha 2026.

A safrinha 2026 de milho no Centro-Sul do Brasil enfrenta riscos significativos devido a atrasos na semeadura e estoques de passagem em níveis críticos, o que pode elevar os custos nutricionais para pecuaristas no segundo semestre. De acordo com dados da CONAB e da Safras & Mercado, apenas 36,6% da área prevista foi semeada até o fim de fevereiro de 2026, expondo a cultura a ameaças climáticas e pragas. Essa situação ameaça produtores de milho e pecuaristas de corte e confinadores em regiões como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Atraso severo no plantio

O atraso na semeadura da safrinha 2026 foi registrado até a última semana de fevereiro, motivado por dificuldades operacionais que comprometeram o cronograma ideal. Produtores no Centro-Sul do Brasil lidam com uma janela climática estreita, o que agrava a vulnerabilidade da safra. Esse descompasso pode resultar em perdas de produtividade e qualidade do milho colhido.

Riscos climáticos e pragas

A exposição prolongada a condições climáticas adversas representa um dos principais desafios para a safrinha 2026 de milho. Pragas como a cigarrinha-do-milho ganham força em plantios tardios, aumentando a pressão fitossanitária sobre as lavouras. Especialistas alertam que esses fatores podem reduzir significativamente o rendimento esperado na região.

Estoques de passagem em níveis críticos

Os estoques de passagem de milho estão estruturalmente baixos, equivalendo a apenas 6% do consumo projetado. Essa escassez ameaça a disponibilidade do grão no segundo semestre de 2026, período em que a demanda por ração animal é elevada. Pecuaristas de corte e confinadores brasileiros podem enfrentar custos nutricionais mais altos para manter suas operações.

Impactos para pecuaristas e produtores

Pecuaristas no Centro-Sul do Brasil, especialmente em Mato Grosso e Paraná, serão os mais afetados pela possível escassez de milho. O aumento nos custos de alimentação animal pode pressionar margens de lucro e alterar estratégias de confinamento. Produtores de milho, por sua vez, enfrentam incertezas quanto à rentabilidade da safrinha 2026.

Projeções para o segundo semestre

Os impactos da safrinha 2026 de milho sob risco devem se manifestar no segundo semestre, com potencial elevação de preços e escassez localizada. Dados da CONAB indicam que a combinação de atrasos e estoques críticos pode exigir ajustes no mercado agrícola brasileiro. Monitorar as condições climáticas restantes será essencial para mitigar perdas maiores.

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