A Pilgrim’s Pride, empresa americana de carne de frango controlada pela brasileira JBS, registrou resultados impressionantes no segundo trimestre, com margem Ebitda recorde de 14,4%. A receita líquida atingiu US$ 4,75 bilhões, um aumento de 4,3% em relação ao período anterior, enquanto o Ebitda chegou a US$ 687 milhões, superando as expectativas do mercado que variavam entre US$ 630 milhões e US$ 640 milhões. Esses números positivos levaram analistas a revisarem para cima as projeções para a JBS, que detém 80% do capital da Pilgrim’s, com ajustes como o de 2% pela XP Investimentos, 1% pelo Itaú BBA e 4% pelo Goldman Sachs.
No entanto, especialistas alertam para desafios no médio prazo, já que o ciclo favorável do frango nos Estados Unidos pode estar se aproximando do fim após dois anos de margens acima da média. Sinais de expansão na oferta de frango começam a aparecer, o que pode pressionar os preços e reduzir as margens. Analistas como Leonardo Alencar, da XP, destacaram preocupações com o aumento da oferta e queda nos preços, enquanto Thiago Duarte, do BTG Pactual, questionou se essa é a “última dança” do setor. Gustavo Troyano, do Itaú BBA, enfatizou a importância da demanda contínua por frango nos EUA, notando um declínio nos spreads em julho que sugere uma normalização das margens.
Apesar das visões mistas, o Goldman Sachs manteve uma perspectiva otimista, esperando uma reação positiva do mercado. Na Nasdaq, as ações da Pilgrim’s oscilaram, subindo até 3% mas fechando em queda de 0,65%, com valorização de quase 15% em doze meses e uma avaliação de US$ 11,2 bilhões. Já na bolsa de Nova York, as ações da JBS subiram quase 3%, refletindo o otimismo em torno dos resultados.