Os preços do café arábica registraram queda nesta manhã de segunda-feira (1/12) na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março de 2026 caíram 1,22%, sendo negociados a US$ 3,7645 por libra-peso. Essa movimentação reflete as dinâmicas do mercado internacional, influenciadas por fatores de oferta e demanda.
De acordo com Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, o Brasil deve apresentar um aumento na produção de café na safra 2026/27. Essa expansão produtiva tende a pressionar os preços internacionais da commodity para uma faixa mais próxima de US$ 3,50 por libra-peso, o que pode alterar o equilíbrio do mercado global.
Em contrapartida, os preços do cacau seguem em alta na mesma bolsa, após um impulso de mais de 8% no último pregão. Os contratos para março de 2026 subiram 1,33%, cotados a US$ 5.575 por tonelada. Essa sustentação ocorre em meio a ajustes nas previsões globais para a commodity.
A Organização Internacional do Cacau (ICCO) reduziu recentemente sua estimativa de superávit global de cacau para a safra 2024/25, passando de 142 mil toneladas para 49 mil toneladas. Além disso, a entidade ajustou a previsão de safra global, que foi revisada de 4,84 milhões de toneladas para 4,69 milhões de toneladas, contribuindo para a firmeza nos preços.
Outras commodities, como açúcar e algodão, também apresentaram quedas na bolsa de Nova York. Os lotes de açúcar demerara com entrega para março de 2026 caíram 1,58%, cotados a 14,96 centavos de dólar por libra-peso. Já os contratos de algodão para o mesmo período recuaram 0,20%, negociados a 64,57 centavos de dólar por libra-peso.
Essas variações destacam a volatilidade no mercado de commodities agrícolas, com o café e o cacau respondendo a projeções de produção e estoques globais. O aumento esperado na safra brasileira de café pode influenciar não apenas os preços, mas também as estratégias de exportação do país, que é um dos maiores produtores mundiais.
Enquanto isso, as revisões da ICCO para o cacau sugerem uma oferta mais apertada, o que pode beneficiar produtores em regiões como a África Ocidental, principal origem da amêndoa. No entanto, as quedas no açúcar e no algodão indicam pressões opostas, possivelmente ligadas a fatores climáticos ou econômicos globais.