O governo do Estado do Acre, por meio do Departamento de Manutenção da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), está realizando manutenções prediais em 126 escolas rurais e indígenas espalhadas por todos os 22 municípios acreanos em 2025. Esses investimentos superam os R$ 30 milhões e visam melhorar a infraestrutura educacional na região amazônica, onde rios e ramais servem como vias principais para o transporte de materiais de construção, merenda escolar, fardamentos e kits educacionais.
Dentre as ações, 50 escolas indígenas estão sendo contempladas, desde Assis Brasil até Marechal Thaumaturgo. Algumas intervenções ainda estão em fase de execução, mas 24 delas já foram concluídas. Já nas escolas rurais, o governo realizou intervenções em 76 unidades em todos os municípios, com 48 obras de manutenção finalizadas apenas neste ano.
O secretário Aberson Carvalho, da SEE, destacou os desafios únicos de promover educação na Amazônia durante a entrega da escola rural Monte Alegre, no ramal Circular, na região do Projeto Moreno Maia, em Rio Branco, nesta terça-feira, 25. Ele enfatizou que fazer educação na região difere de estados como Rio de Janeiro e São Paulo, exigindo uma abordagem adaptada à realidade local para garantir escolas seguras e professores capacitados.
Carvalho também mencionou que o estado possui mais de 616 unidades escolares e 394 anexos, onde o governo assegura qualidade com bons professores, merenda e fardamentos. Além das 126 escolas em manutenção em 2025, desde o início da gestão, intervenções foram realizadas em 85% das escolas urbanas, rurais e indígenas, com o objetivo de construir cidadania e futuro para os estudantes.
O governador Gladson Cameli, presente na entrega da escola Monte Alegre, reforçou os obstáculos para realizar obras na Amazônia e o compromisso do governo em superar esses desafios para beneficiar as crianças. Ele afirmou que o empenho visa garantir o futuro das novas gerações na região.
Esses investimentos integram um esforço maior do governo estadual para fortalecer a educação em áreas remotas, reconhecendo as particularidades da Amazônia e priorizando a presença estatal em comunidades indígenas e rurais.