Em um evento promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Brasília, a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, defendeu um reposicionamento estratégico do agronegócio brasileiro para lidar com mudanças climáticas, demandas de sustentabilidade e barreiras comerciais internacionais. Durante o “Agro em Pauta”, realizado recentemente, ela destacou a necessidade de adaptações urgentes para manter a competitividade do setor no mercado global. Lideranças do agronegócio, parlamentares e representantes do governo participaram das discussões, com intervenções do presidente da CNA, João Martins.
Desafios climáticos e vulnerabilidades
Tereza Cristina enfatizou que o mundo está em rápida transformação e que o agronegócio não pode ficar para trás. Ela apontou o Brasil como um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, com o setor agropecuário sendo o mais afetado pelos impactos ambientais. Essa vulnerabilidade exige ações imediatas para mitigar riscos e garantir a sobrevivência do setor.
O mundo está mudando rapidamente, e o agro não pode ficar para trás. Precisamos de um reposicionamento estratégico para garantir nossa competitividade.
A senadora destacou que o agronegócio brasileiro, como maior exportador de alimentos do mundo, deve se preparar para demandas globais crescentes, evitando surpresas no comércio internacional.
Importância da sustentabilidade
A sustentabilidade foi apresentada como uma exigência não apenas do mercado internacional, mas como uma necessidade essencial para a preservação do setor. Tereza Cristina defendeu investimentos em tecnologias que reduzam emissões de gases de efeito estufa e preservem recursos naturais. Essa abordagem, segundo ela, é crucial para superar barreiras não tarifárias e fortalecer a imagem do Brasil no exterior.
Sustentabilidade não é só uma exigência do mercado internacional, é uma necessidade para a sobrevivência do setor. Precisamos investir em tecnologias que reduzam emissões e preservem os recursos naturais.
Inovação tecnológica e competitividade
A inovação tecnológica foi outro pilar da palestra, com ênfase em ferramentas como agricultura de precisão, drones e biotecnologia. Tereza Cristina argumentou que mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento são essenciais para revolucionar o agronegócio brasileiro. João Martins, presidente da CNA, reforçou que o setor é o motor da economia nacional e que eventos como o “Agro em Pauta” são vitais para alinhar estratégias.
Precisamos de mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Tecnologias como a agricultura de precisão, o uso de drones e a biotecnologia podem revolucionar o setor.
A senadora concluiu que demonstrar a sustentabilidade e responsabilidade do agronegócio brasileiro abrirá portas no mercado global, garantindo competitividade a longo prazo. O evento reuniu vozes influentes para debater esses temas, promovendo um diálogo construtivo entre o setor e o governo.