A colheita da safra de verão 2025/2026 de grãos dos cooperados da Capal Cooperativa Agroindustrial atingiu 70% da área plantada até abril de 2026, com 80% do milho e 60% da soja já colhidos. A cooperativa, atuante em 98 municípios do Paraná e São Paulo, ampliou sua capacidade de armazenamento estático para 745 mil toneladas, incorporando novos silos em Arapoti (PR). Apesar de irregularidades climáticas, a produtividade manteve níveis históricos, destacando o bom manejo técnico.
Progresso da colheita
A colheita iniciou em fevereiro de 2026 e avança de forma satisfatória, conforme relatado por especialistas da Capal. Roberto Martins, coordenador regional de Assistência Técnica Agrícola, enfatiza que as lavouras apresentaram bom desempenho vegetativo e reprodutivo. A baixa incidência de pragas e doenças contribuiu para manter o potencial produtivo em níveis aceitáveis.
Durante o desenvolvimento das lavouras, as condições climáticas foram variáveis. Ainda assim, as lavouras apresentaram bom desempenho vegetativo e reprodutivo, com baixa incidência de pragas e doenças, o que contribuiu para a manutenção do potencial produtivo dentro de níveis satisfatórios.
A produtividade média para soja alcançou 4.250 kg por hectare, enquanto o milho registrou 11.500 kg por hectare, alinhados à média histórica da região.
Desafios climáticos e manejo técnico
As irregularidades nas chuvas limitaram produtividades mais uniformes, tornando a safra heterogênea. No entanto, o manejo técnico adequado garantiu resultados médios positivos. Martins observa que o clima foi o principal fator limitante para maiores rendimentos.
Essas estimativas reforçam o cenário de uma safra boa, porém heterogênea, em que o manejo técnico adequado garantiu bons resultados médios, mas o clima acabou sendo o principal fator limitante para a obtenção de produtividades mais elevadas e uniformes em toda a região.
Ampliação de capacidade de armazenamento
A Capal incorporou a Coopagrícola e construiu 13 novos silos, elevando a capacidade para 745 mil toneladas. Carlos Faria, coordenador de operações de grãos, destaca que essa expansão proporciona maior agilidade e eficiência no recebimento da safra. Ela reduz riscos logísticos, especialmente em picos de colheita, e melhora o fluxo operacional.
A ampliação oferece maior agilidade e eficiência no recebimento da safra, especialmente nos períodos de pico de colheita. Além disso, com mais espaço disponível, há redução de riscos logísticos, o que é fundamental em momentos em que o clima exige rapidez nas operações e segurança na armazenagem. As novas estruturas também permitem um melhor escalonamento da recepção dos grãos, evitando sobrecarga pontual e melhorando o fluxo geral da safra.
Perspectivas de mercado e impactos econômicos
Airton Pasinatto, coordenador regional do DAT em São Paulo, aponta um mercado travado com preços voláteis e custos elevados em insumos como diesel. Apesar da boa produtividade, produtores enfrentam desafios que podem resultar em saldos negativos. A maior capacidade de armazenamento da cooperativa favorece decisões estratégicas de venda.
O mercado está travado e os preços estão na ponta. A volatilidade do mercado é muito agressiva, com custos elevados no diesel e insumos, por exemplo. A safra vai bem, mas com esses valores, o produtor sente no bolso, então ganha de um lado e perde de outro. Mesmo com boa produtividade, pode deixar o produtor com saldo negativo.
A estrutura atual da cooperativa, com maior capacidade de armazenagem, favorece decisões mais estratégicas de venda.