Empresários do agronegócio passaram a considerar a possibilidade de um recuo do governo dos Estados Unidos na taxação de 50% aos produtos brasileiros ou de um adiamento da entrada em vigor da nova tarifa, inicialmente prevista para 1º de agosto. A pressão de importadores americanos, principalmente de suco de laranja e de carne bovina, e de exportadores que temem as ações de reciprocidade do Brasil pode surtir efeito no curto prazo e interferir na decisão do presidente Donald Trump, avaliam fontes.
“Os sinais são de que ele [Trump] pode recuar ou postergar a data”, disse um executivo brasileiro após contato com empresários americanos.
Mesmo se houver recuo ou adiamento da taxação, o cenário não é favorável, ressaltou outro executivo. O clima de “imprevisibilidade total” deixa dúvidas sobre os próximos passos do governo dos EUA, cujo mandato começou há apenas meio ano.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou ao Valor que a taxação de 50% ao Brasil pegou a todos de surpresa. Ele classificou a medida como “injusta e injustificada”.