O sabor do queijo artesanal paranaense voltou ao centro das atenções em 2025. Com recorde de inscritos, novo formato e uma cerimônia que reuniu chefs, produtores e autoridades, o Prêmio Queijos do Paraná reafirmou o potencial do estado como referência nacional em qualidade e diversidade de queijos. A segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná, realizada nos dias 29 e 30 de junho no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, consagrou 75 produtos lácteos de excelência e consagrou o Parmesão Gold, da Frimesa (Marechal Cândido Rondon), como o melhor queijo do Estado em 2025.
Ao todo, foram distribuídas 10 medalhas super ouro, 15 medalhas de ouro, 20 medalhas de prata e 30 medalhas de bronze. O evento contou com 515 produtos inscritos, dos quais 477 foram habilitados a competir, enviados por 108 produtores e laticínios de 76 municípios paranaenses. O júri técnico contou com 81 avaliadores que utilizaram critérios técnicos e sensoriais rigorosos. Os dez melhores produtos receberam o selo super ouro, e entre eles, o mais bem pontuado foi eleito o melhor queijo da edição: o Parmesão da Frimesa.
A edição deste ano também inovou com uma programação intensa de palestras, oficinas e minicursos abertos ao público e aos participantes. Grandes nomes da gastronomia como Manu Buffara e Rui Morshel compartilharam conhecimentos, enquanto chefs como Débora Borba e Paulo Bedin ensinaram receitas que realçaram o protagonismo do queijo nas cozinhas criativas. O público aprendeu desde a fazer croquete de cracóvia com queijos locais até harmonizações com vinhos, cafés e cervejas especiais.
O Prêmio é organizado por um comitê-gestor formado por Sistema FAEP, IDR-Paraná, Sebrae-PR, Sistema Fecomércio-PR e Sindileite-PR, com o objetivo de dar visibilidade, valor de mercado e reconhecimento à cadeia produtiva de queijos no estado. Segundo o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Meneguette, a premiação “é mais do que uma competição. É um movimento que aproxima o produtor da excelência e do consumidor, projetando o nome do Paraná além das divisas”. O idealizador do prêmio, Ronei Volpi, reforçou que a iniciativa vem mostrando a força tanto de pequenas agroindústrias quanto de modernas fábricas, todas unidas pelo mesmo propósito: transformar leite em identidade.