As exportações brasileiras de café solúvel aumentaram 1,3% no primeiro semestre de 2025, totalizando 1,944 milhão de sacas de 60 kg. A receita cambial cresceu 45,2%, alcançando US$ 586,9 milhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). O Brasil continua sendo o maior produtor e exportador mundial de café solúvel, com 81 países importando o produto. Os Estados Unidos foram os principais compradores, com 361 mil sacas, seguidos por Argentina (193 mil), Rússia (138 mil), Indonésia (75 mil) e Peru (74 mil). No entanto, a indústria está preocupada com uma possível taxação de 50% pelos EUA a partir de 1º de agosto, o que poderia reduzir a competitividade brasileira, já que o México, principal fornecedor dos EUA, continuará com tarifa zero.
No mercado interno, o consumo de café solúvel também cresceu 4,2% no primeiro semestre, totalizando 548 mil sacas. O segmento liofilizado aumentou 18,7%, enquanto o solúvel em pó cresceu 2,5%. O consumo de cafés solúveis importados subiu 23%. Segundo Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, o aumento do consumo se deve à melhoria na qualidade e no portfólio das indústrias brasileiras, além do bom custo-benefício. A indústria continua investindo em inovação para atender tanto o mercado doméstico quanto o global, mas busca diálogo com o governo para enfrentar o novo cenário comercial com os EUA.