Os futuros de milho para a safra nova em Chicago estão sendo negociados abaixo de US$ 415 cts/bu contra US$ 480 cts/bu no início do ano. Os preços tendem a permanecer em tendência de baixa ou pode haver uma reversão?
O movimento do mercado após a divulgação do relatório WASDE de julho pelo USDA já sinalizou como os mercados enxergam o balanço global de oferta e demanda de grãos e oleaginosas para a safra 2025/26. Apesar do USDA ter reduzido os estoques finais dos EUA da próxima safra, de 1,750 para 1,660 milhões de bushels, enquanto o mercado esperava um número próximo a 1,730 milhões de bushels, os futuros aceleram a queda após o relatório.
Em que pese a perspectiva de estoques menores pelo Departamento de Agricultura americano, os analistas de mercado e os investidores ponderam que, na verdade, o USDA está momentaneamente subestimando o lado da oferta americana para a safra nova, dado que a produtividade esperada, de 181 bu/ac, na verdade, pode ser maior, em função das condições de lavoura otimistas apontadas pelo USDA.
O clima nas regiões produtoras dos EUA tem sido consistentemente favorável após o fim do plantio, o nível de umidade dos solos está adequada em boa parte dos estados e as projeções de chuva e temperatura permanecem indicando chuvas para o fim de julho. Além disso, o USDA elevou a produção brasileira de milho de 130 para 132 milhões de toneladas, confirmando o que estava sendo já divulgado por institutos privados, de que a safra de milho será maior do que se projetava há três meses atrás.