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Estudo revela fatores que influenciam decisões de proprietários rurais sobre conservação e desmatamento

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Um estudo publicado na revista Restoration Ecology por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) avaliou as razões que influenciam as decisões de proprietários rurais do Estado de São Paulo sobre áreas de preservação em suas propriedades. A legislação brasileira prevê que todas as propriedades rurais tenham áreas destinadas à preservação de florestas, como Áreas de Proteção Permanente (APPs) e Reservas Legais. Nas APPs, a vegetação nativa deve ser mantida ou restaurada e protegida, enquanto nas Reservas Legais, a vegetação pode ser explorada de forma sustentável.

Foram realizadas entrevistas com 90 proprietários rurais de 13 municípios do Estado de São Paulo. A pesquisa avaliou as motivações para diminuição, manutenção ou ampliação das áreas de cobertura florestal, os benefícios da sua manutenção ou ampliação e a disposição para a restauração florestal. Proprietários de grandes áreas desmataram mais entre 1985 e 2015, citando incentivos governamentais, aumento da área agrícola e renda, além da “ganância humana”.

Entre os que mantiveram as áreas de floresta, a conservação da água e o cumprimento da lei foram motivações comuns em grandes propriedades, enquanto pequenos proprietários priorizaram a adequação à legislação e o legado familiar. Aqueles que ampliaram a cobertura florestal citaram o cumprimento da lei, conservação da água, terras inadequadas para agricultura e expansão da APP. A conservação da água foi o benefício mais citado, com 78% dos entrevistados notando alterações na disponibilidade de água desde 1985, principalmente reduções devido a desmatamento e uso irracional da água.

A maioria dos proprietários se mostrou disposta a restaurar áreas florestais com apoio financeiro, focando na preservação das florestas existentes (60%) e manutenção de áreas restauradas (38%). Apenas 2% investiriam diretamente em restauração ativa. Apenas 9% dos produtores perceberam o sequestro de carbono como benefício, indicando a necessidade de mais informações sobre o mercado de carbono e como aumentar a renda com a conservação florestal.

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