O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) criou um grupo técnico composto por engenheiros agrônomos e especialistas de várias regiões para aproximar a pesquisa do cotidiano no campo. A iniciativa visa integrar dados e experiências para melhorar a cadeia produtiva da olivicultura. Segundo André Sittoni Goelzer, diretor técnico do Ibraoliva, o grupo analisará pesquisas acadêmicas, especialmente de mestrado e doutorado, para identificar práticas aplicáveis no campo, visando melhorar a produção, manejo de plantas e controle de doenças.
O grupo funcionará com base na troca de informações sobre práticas e resultados observados nas regiões de atuação. Esses dados serão organizados para acesso dos associados do Ibraoliva. Além disso, será criado um fórum técnico-científico com palestras gratuitas mensais ou bimestrais, abordando temas desde o manejo agronômico até boas práticas industriais, com o objetivo de ampliar a troca de informações na cadeia produtiva.
As palestras serão realizadas online e gratuitamente, focando na disseminação de conteúdos técnicos e operacionais, incluindo os impactos do clima na produtividade. Goelzer destaca que a iniciativa busca minimizar os efeitos das intempéries, garantindo uma produção mais regular e preços menos voláteis para o consumidor. Ele ressalta que, apesar dos esforços, o azeite brasileiro ainda não competirá em preço com os importados, pois se trata de produtos de perfis distintos.
O foco do grupo é oferecer suporte técnico aos produtores, tanto iniciantes quanto experientes, fornecendo conhecimento e melhores práticas para garantir regularidade e viabilidade econômica na olivicultura, tanto no Rio Grande do Sul quanto no resto do país. A olivicultura sendo uma cultura de longo prazo, o desafio é construir resultados consistentes para um setor próspero e sustentável.