Na recente reunião do Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, nos dias 22 e 23 de julho, o Brasil destacou-se ao propor o tema “Respeito ao sistema multilateral de comércio baseado em regras”. A delegação brasileira, chefiada pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), fez uma intervenção forte em favor do multilateralismo e contra tarifas impostas de forma unilateral. O país expressou preocupação com essas medidas, que violam princípios como a não discriminação e o tratamento de nação mais favorecida, ameaçando a estabilidade do comércio global.
O Brasil condenou o uso de tarifas como ferramenta de pressão política, vendo isso como uma interferência perigosa nos assuntos internos de nações soberanas. Essas práticas, segundo a delegação, prejudicam especialmente as economias em desenvolvimento e desfazem anos de negociações para equilibrar o acesso a mercados. O posicionamento reflete as ideias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em um artigo internacional destacou a urgência de recuperar o multilateralismo para combater desigualdades, conflitos e crises ambientais.
Além disso, o Brasil defendeu uma reforma profunda na OMC, para que ela volte a ser um fórum efetivo para resolver disputas e promover comércio justo. A delegação apelou às grandes economias para liderarem pelo exemplo, combatendo medidas coercitivas, e incentivou a união dos países em desenvolvimento na defesa do sistema multilateral.
O país reafirmou seu compromisso em priorizar soluções negociadas e usar mecanismos legais da OMC para proteger sua economia. Pronto para contribuir com propostas, o Brasil busca fortalecer a organização em meio a tensões geopolíticas e desafios no comércio internacional.