O setor de pescado brasileiro enfrenta um revés com a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre exportações de atum e derivados, o que pode paralisar contratos e afetar 20 mil trabalhadores. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (ABIPESCA) pediu ao governo federal uma linha de crédito emergencial de R$ 900 milhões para evitar colapsos na produção e preservar empregos. Essa medida reflete as tensões comerciais globais e a necessidade de respostas rápidas do poder público para proteger a economia nacional.
Ao mesmo tempo, o agronegócio registra avanços com a abertura de novos mercados, como a Coreia do Sul para couros e peles em cru – a 396ª autorização desde 2023 – e a Malásia para guaraná em pó, impulsionado pela demanda em bebidas energéticas. Essas conquistas resultam da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Itamaraty, destacando a diplomacia econômica como ferramenta para diversificar exportações.
Na frente de sustentabilidade e logística, o governo assinou um memorando com os Países Baixos para promover sistemas alimentares inovadores e reduzir o uso de químicos, enquanto um acordo com o México abre portas para exportações de ossos processados. Além disso, a colheita de milho elevou os preços de frete, e as importações de fertilizantes cresceram 9,29% no primeiro semestre, sinalizando otimismo para a próxima safra. O Brasil também reverteu restrições à carne de frango em países como Kuwait e Turquia após um foco de Influenza Aviária.
Programas como o PAA Quilombola, ampliado em Goiás com inclusão de produtos da agricultura familiar, reforçam a inclusão social e a valorização de comunidades tradicionais, mostrando como o agro brasileiro reage a cenários incertos com foco em sustentabilidade e inovação.