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sexta-feira , 6 março 2026
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Mercado de commodities oscila com tarifas e preocupações climáticas

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Os contratos de cacau para entrega em setembro registraram uma valorização de 1,73%, sendo negociados a US$ 8.665 por tonelada nesta terça-feira (28/7). Essa alta é atribuída principalmente a preocupações com exportações mais fracas da Costa do Marfim, o que aumenta os temores de uma oferta restrita no mercado global, de acordo com a consultoria americana Barchart. Além disso, fatores como a moagem e os estoques globais da amêndoa continuam a preocupar o setor, especialmente agora que a indústria de chocolates busca mais matéria-prima, mantendo o suporte aos preços mesmo com safras melhores na África.

No mercado de café arábica, a volatilidade persiste, com os contratos caindo 1,09% para US$ 2,9840 por libra-peso, após uma forte alta na véspera. Apesar de eventos como granizo no sul de Minas Gerais e o anúncio de uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro nos Estados Unidos, que pode vigorar a partir de 1º de agosto, os preços recuam. Analistas da Trading Economics explicam que o granizo pode afetar a produção no curto prazo, mas sem impacto imediato nos mercados futuros, e o mercado já precificou a tarifa, com traders possivelmente realizando lucros. Eduardo Carvalhaes, sócio da corretora de café Carvalhaes, destaca que os fundamentos permanecem os mesmos, com oscilações nas bolsas de Nova York e Londres dificultando negócios no Brasil, principal produtor e exportador.

O açúcar demerara para outubro teve uma leve alta de 0,12%, cotado a 16,44 centavos de dólar por libra-peso, sugerindo estabilidade no curto prazo com um otimismo marginal dos traders, influenciado pelo setor açucareiro global, segundo a Barchart. A atenção se volta para questões como tarifaço, câmbio e petróleo. Já os lotes de algodão para outubro operam em queda de 0,58%, a 67,01 centavos de dólar por libra-peso, refletindo baixa demanda global, especialmente na Ásia, e percepção de estoques crescentes, apesar de relatórios da USDA indicarem ajustes positivos na oferta para 2025/26. A Cotton Incorporated aponta para um cenário de sobreoferta nos fundamentos.

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