A gestora FG/A estruturou uma Cédula de Produto Rural (CPR) no valor de R$ 30,5 milhões para a Zinho, uma indústria de alimentos com 20 anos de mercado e sede em Ribeirão Preto (SP), especializada em pão de alho. O título, emitido a uma taxa de CDI mais 3,5% ao ano, oferece garantia de 100% do montante captado por meio de terrenos na região, atendendo à crescente demanda de indústrias por opções de financiamento isentas de impostos.
Essa operação marca a estreia do fundo FGAA11 em investimentos diretos em CPRs, com o título sendo integralmente absorvido pelo fiagro da casa, representando 7,25% de seu patrimônio líquido. Esse movimento reflete uma tendência recente no setor de agronegócio, impulsionada pela norma da CVM publicada há cerca de um ano, que autoriza fiagros a investir diretamente em cédulas de produto rural, desde que seus regulamentos permitam a inclusão de novos ativos.
No caso do FGAA11, criado antes da norma específica, as CPRs são classificadas como “ativos de liquidez”, limitando a alocação a até 33% do patrimônio. Para expandir esse universo e aumentar a eficiência de custos em comparação aos CRAs, a gestora iniciou uma consulta formal para migrar esses títulos para a categoria de “ativos alvo”, sem alterar o perfil de risco do fundo.
As cotas do FGAA11 fecharam a quarta-feira em R$ 8,50, acumulando uma valorização de 8,4% no ano, o que demonstra o potencial de crescimento nesse tipo de investimento no agronegócio.