O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), anunciou que o Plano de Contingência do governo federal vai focar nas empresas brasileiras mais impactadas pela tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos. Em coletiva na sede do MDIC, ele explicou que a prioridade será para companhias com maior volume de exportações para o mercado norte-americano, especialmente aquelas que dependem fortemente desse destino para metade ou mais de suas vendas externas.
Alckmin destacou setores que estão “muito expostos” à medida, como aqueles onde mais da metade da produção é destinada à exportação e, dessa fatia, a maioria vai para os EUA. Ele enfatizou que o governo continua trabalhando para reduzir a alíquota e excluir o máximo de produtos afetados, promovendo um diálogo persistente com os americanos. “É uma situação perde-perde, que encarece produtos nos EUA e rompe cadeias produtivas”, afirmou.
Na mesma quinta-feira, Alckmin se reuniu com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, para apresentar argumentos contra a tarifa. Ele apontou que, dos dez maiores produtos exportados pelos EUA ao Brasil, oito têm alíquota zero e a média é de 2,7%, sugerindo negociações sobre barreiras não-tarifárias. Temas como data centers, big techs e minerais estratégicos podem entrar na pauta para resolver impasses.