O mercado de boi gordo no Brasil registrou uma alta significativa nas cotações ao longo da última semana, com perspectivas de continuidade no curto prazo, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado. Frigoríficos de menor porte estão operando com escalas de abate encurtadas, entre seis e sete dias úteis em média nacional, o que os obriga a pagar valores mais elevados pelos animais. Essa dinâmica é impulsionada pelas exportações de carne bovina, que apresentaram resultados positivos em julho, com expectativas de aumento na demanda asiática e maior participação mexicana nas compras.
Nas principais praças de comercialização, os preços da arroba do boi gordo a prazo subiram em comparação ao início de agosto. Em São Paulo, o valor chegou a R$ 310, um aumento de 3,33% em relação aos R$ 300; em Goiás, R$ 295, com alta de 3,51%; em Minas Gerais, R$ 300, avanço de 3,45%; em Mato Grosso do Sul, R$ 315, valorização de 3,28%; em Mato Grosso, R$ 300, alta de 1,69%; e em Rondônia, R$ 270, com ganho de 1,89%. No mercado atacadista, os preços também avançaram, com o quarto traseiro do boi cotado a R$ 23 por quilo, aumento de 7,48%, e o dianteiro a R$ 17,80, alta de 1,71%.
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada geraram US$ 1,536 bilhão em julho, com uma média diária de US$ 66,824 milhões e volume de 276,879 mil toneladas. Em comparação a julho de 2023, houve um crescimento de 46,9% no valor médio diário, 16,7% na quantidade e 25,9% no preço médio por tonelada, que ficou em US$ 5.551. Iglesias destaca que, apesar do bom potencial de consumo na primeira quinzena do mês, a competitividade com proteínas como a carne de frango permanece uma variável importante a ser monitorada.