A fusão entre as gigantes do setor de alimentos Marfrig e BRF está prestes a receber o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), representando um revés para a concorrente Minerva Foods, que buscava bloquear a operação. Na sexta-feira, a maioria dos conselheiros votou pela aprovação imediata da união, formando um placar de 4 a 1, com apenas o voto da conselheira Camila Alves pendente.
O movimento começou com o voto divergente do conselheiro Vitor Fernandes, que rejeitou a posição do presidente interino do Cade, Gustavo Freitas de Lima. Lima havia sugerido reiniciar o processo pelo rito ordinário, mais demorado, atendendo a pedidos da Minerva. Fernandes defendeu o rito sumário, e seu posicionamento foi seguido pelos conselheiros Levy Ceregato, Dioto Thomson e Jacques Gomes, consolidando a maioria favorável.
Inicialmente, esperava-se uma decisão na segunda-feira (11 de agosto) via plenário virtual, mas o presidente optou por retirar o item da pauta, adiando para uma sessão presencial, possivelmente em 20 de agosto. Como é raro que conselheiros alterem seus votos, a aprovação da fusão parece inevitável, ainda que postergada por alguns dias.