A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou em alta nesta terça-feira, impulsionada por um relatório do USDA que reduziu as projeções de colheita e estoques finais para a safra 2025/2026 nos Estados Unidos. De acordo com a TF Agroeconômica, isso contrariou as expectativas dos traders, levando a um aumento de 2,12% no contrato de setembro, que fechou a US$ 1.012,75 por bushel, e de 2,13% no de novembro, a US$ 1.032,75. O relatório destacou uma queda na produção americana devido à redução da área plantada, embora a produtividade tenha sido revisada para cima, amenizando o impacto total.
No entanto, o cenário positivo é ofuscado pela ausência de compras chinesas de soja americana para a próxima safra, algo inédito nas últimas duas décadas. Apesar da prorrogação por 90 dias da trégua tarifária entre os dois países, Pequim continua a diversificar seus fornecedores para reduzir a dependência dos EUA, mantendo um clima de incerteza no mercado global.
Esses movimentos refletem tensões geopolíticas persistentes, com a China priorizando fontes alternativas em meio a disputas comerciais. Os estoques finais projetados em 7,89 milhões de toneladas, abaixo do esperado, reforçam a ideia de uma oferta mais restrita, mas a falta de demanda do maior importador mundial pode pressionar os preços a longo prazo.