O mercado de milho fechou em queda na B3 nesta quinta-feira (14), influenciado pela revisão positiva da produção brasileira pela Conab. A estimativa para a safra 2024/25 subiu de 132 milhões para 137 milhões de toneladas, com destaque para o milho safrinha, ajustado de 104 para 109 milhões de toneladas. Analistas locais projetam volumes ainda maiores, entre 112 e 115 milhões, graças a bons rendimentos e clima favorável. Na bolsa, o contrato de setembro/25 encerrou a R$ 64,51, com baixa de R$ 0,34 no dia e R$ 1,32 na semana, enquanto novembro/25 caiu para R$ 66,81 e janeiro/26 subiu ligeiramente para R$ 70,09, mas ainda acumulou perdas semanais.
No cenário internacional, a Bolsa de Rosário aponta que a Argentina pode elevar sua produção de milho em 2025/26, com aumento de área plantada entre 15% e 20%, intensificando a concorrência no Cone Sul. Em Chicago, na CBOT, os preços tiveram variação mista: o contrato de setembro subiu 0,27% para US$ 375,00 por bushel, impulsionado por fortes vendas de exportação, enquanto dezembro ficou estável em US$ 397,25. Apesar da safra recorde projetada nos EUA em 425 milhões de toneladas, o desafio de exportar 67 milhões exige embarques semanais de 1,4 milhão, em um contexto de oferta global ampla devido ao crescimento no Brasil e na Argentina.
Essa dinâmica reforça um quadro de pressão sobre os preços no curto e médio prazo, afetando produtores e o equilíbrio econômico no setor agrícola.