O mercado físico do boi gordo no Brasil mantém firmeza apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos, com exportações robustas impulsionando os preços. Em praças como Mato Grosso do Sul, as cotações superaram R$ 319 por arroba, refletindo uma recuperação desde o início de agosto. Analistas apontam que a oferta controlada de animais prontos para abate e o bom desempenho das vendas externas sustentam essa valorização, com expectativas de manutenção do viés de alta no curto prazo.
Enquanto isso, o projeto de lei da deputada Duda Salabert, que visa proibir a exportação de gado vivo, surge como uma ameaça a um mercado bilionário. A proposta pode impactar a cadeia produtiva, gerando debates sobre bem-estar animal e interesses econômicos. Dados da Safras & Mercado mostram preços consistentes em outras regiões, como São Paulo a R$ 314,87 por arroba e Goiás a R$ 300,71, em um cenário de escalas de abate curtas, de cerca de sete dias.
As exportações continuam como motor principal, com a China como destino chave e potencial para recordes em receita e volume até o fim do ano. No entanto, a concorrência com proteínas mais baratas, como o frango, pode limitar altas mais agressivas, especialmente na segunda quinzena de agosto, quando o consumo interno tende a cair. Especialistas como Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, destacam o favoritismo do segundo semestre para o escoamento, impulsionado pela entressafra e demanda sazonal.