Os preços da banana nanica alcançaram o maior patamar do ano no norte catarinense na última semana, com a variedade de primeira qualidade sendo negociada a R$ 1,80 por quilo. Esse valor representa uma alta de 12% em relação ao período anterior, conforme dados divulgados pelo Cepea em 19 de agosto de 2025. O aumento reflete dinâmicas específicas do mercado agrícola na região, que tem chamado a atenção de produtores e compradores em meio a variações sazonais.
De acordo com colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o principal impulsionador dessa elevação é a combinação de baixos volumes colhidos e uma demanda maior pela fruta. Apesar dos preços mais altos, os valores praticados no norte de Santa Catarina continuam atrativos quando comparados a outras regiões produtoras que também enfrentam oferta reduzida. Essa competitividade relativa tem estimulado a procura, contribuindo para a sustentação dos patamares elevados.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, as cotações em Santa Catarina estão menores, ainda segundo os levantamentos do Hortifrúti/Cepea. Esse contraste sugere que, embora haja uma tendência de alta recente, o mercado não repetiu os picos observados em 2024, possivelmente influenciado por fatores como condições climáticas ou ajustes na produção. Os dados indicam uma recuperação gradual, mas com volatilidade que afeta a cadeia de suprimentos.
Regiões como São Paulo, que também registram oferta limitada, apresentam preços menos competitivos, o que direciona parte da demanda para Santa Catarina. Essa migração de compradores reforça a posição da região norte catarinense como um polo atrativo no momento, mesmo com os desafios de produção. Analistas do setor apontam que a escassez de colheitas pode estar ligada a questões como variações climáticas ou ciclos de plantio, embora os relatórios não detalhem causas específicas.
O cenário atual destaca a importância de monitorar as flutuações no mercado de hortifrútis, especialmente em contextos econômicos mais amplos que envolvem inflação e custos de produção. Para produtores locais, essa alta pode representar uma oportunidade de receita maior, mas também exige estratégias para lidar com a demanda volátil. Os dados do Cepea servem como referência para entender essas tendências, auxiliando na tomada de decisões por parte de agricultores e distribuidores em todo o país.