Após a passagem de um ciclone extratropical que se afastou para o oceano, o Brasil deve enfrentar mudanças climáticas significativas. Uma frente fria avança pelo Brasil Central e pelo litoral do Sudeste, mas sem provocar chuvas volumosas nessas regiões. O principal destaque é a atuação de um cavado no Sul do país, que deve gerar instabilidades mais severas, alterando o panorama meteorológico em diversas áreas.
De acordo com o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, há risco de chuvas fortes, granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h entre sexta-feira (22) e sábado (23). As regiões mais afetadas incluem o oeste de Santa Catarina, o oeste do Paraná, o Rio Grande do Sul e o sul do Mato Grosso do Sul. Nessas localidades, os acumulados de chuva podem superar 100 milímetros, o que pode prejudicar atividades agrícolas e o andamento de trabalhos no campo.
Enquanto isso, o tempo permanece quente e seco no Matopiba, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste. No Nordeste, as precipitações se concentram apenas no litoral, sem expectativas de chuvas no interior, mantendo condições de seca em áreas mais continentais.
A partir de domingo (24), uma massa de ar frio avança sobre o país, trazendo resfriamento notável. No centro-sul do Rio Grande do Sul, existe risco de geadas, que podem comprometer lavouras locais. O frio também deve atingir Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e o Sudeste, com temperaturas mínimas variando entre 8 °C e 12 °C, embora sem previsão de geadas nessas regiões.
Após a passagem dessa massa de ar frio, as temperaturas tendem a se elevar gradualmente, retornando a padrões mais amenos. Já na última semana de agosto, a previsão indica o retorno de chuvas em São Paulo, no Centro-Oeste e no sul de Minas Gerais, com volumes acima de 20 milímetros. Essa mudança deve encerrar o período de veranico, reduzindo o calor excessivo e aumentando a umidade relativa do ar em diversas partes do país.