A produção mundial de grãos está projetada para alcançar um recorde de 2,404 bilhões de toneladas no ciclo 2025-26, conforme o Relatório de Mercado de Grãos divulgado pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC) em 21 de agosto. Esse aumento é impulsionado principalmente por revisões positivas na produção de milho, com destaque para os Estados Unidos, onde houve elevações nas estimativas de área plantada e produtividade. O relatório destaca que o milho deve totalizar 1,299 bilhão de toneladas, um volume 5% superior ao recorde histórico de 2024, representando o maior crescimento individual entre os grãos analisados.
O trigo também segue uma trajetória ascendente, com uma estimativa de colheita recorde de 811 milhões de toneladas, o que equivale a um aumento de 1,3% em relação ao ano anterior. Além disso, o IGC prevê ganhos menores para outros grãos, como sorgo e aveia, contribuindo para o panorama geral de expansão na produção global. Esses dados refletem uma recuperação em importantes regiões produtoras, influenciada por condições climáticas e ajustes agrícolas.
No que diz respeito ao consumo, o relatório indica uma tendência de expansão, com uma previsão de crescimento de 49 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior, totalizando 2,391 bilhões de toneladas – outro recorde. Essa alta no consumo é sustentada por uma demanda firme em diversos mercados, o que pode impactar o equilíbrio entre oferta e procura no cenário internacional.
Após três anos consecutivos de queda nos estoques, o IGC espera um leve aumento de 13 milhões de toneladas nos estoques finais, embora esses níveis ainda permaneçam abaixo da média histórica. Essa modesta recuperação nos estoques pode oferecer algum alívio para a estabilidade de preços, mas não elimina preocupações com a volatilidade em um contexto de incertezas globais.
A soja segue um movimento semelhante, com o IGC elevando ligeiramente sua projeção de produção global para 430 milhões de toneladas, superando as 425 milhões do ano passado, apesar de ajustes para baixo na safra norte-americana. O consumo de soja deve crescer em 18 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda consistente. Por fim, o Índice de Grãos e Oleaginosas (GOI) registrou um avanço de 1% no mês, apoiado pelos preços de milho e soja, mas manteve-se estável em relação a 2024-25, compensado pela forte queda de 33% nos preços do arroz.