A soja começou a semana com queda na Bolsa de Chicago, refletindo a realização de lucros por parte dos investidores após duas semanas consecutivas de alta. Os contratos com vencimento em novembro registraram recuo de 0,54%, sendo cotados a US$ 10,5275 por bushel. Esse movimento ocorre em um contexto de ajustes no mercado, mas com limitações impostas por fatores climáticos e projeções de safra.
Apesar da baixa, o declínio é contido pelas previsões de tempo seco ao longo de toda a semana no cinturão produtor de soja e milho dos Estados Unidos. De acordo com a consultoria Granar, esse período é crítico para a definição do potencial produtivo das lavouras, o que pode influenciar a oferta futura e sustentar os preços em níveis mais elevados.
Outro fator que impacta o mercado é a estimativa divulgada pela ProFarmer na última sexta-feira, projetando a safra norte-americana de soja em 115,56 milhões de toneladas, com rendimento médio de 35,64 sacas por hectare. Esses números ficaram abaixo das previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que indicavam 116,82 milhões de toneladas e 36,05 sacas por hectare, gerando cautela entre os operadores.
No caso do milho, os preços para dezembro operam em alta de 0,79%, negociados a US$ 4,1475 por bushel. Essa valorização é impulsionada pela mesma projeção da ProFarmer, que estimou a safra em 411,60 milhões de toneladas, com rendimento médio de 114,67 sacas por hectare, também inferior aos dados do USDA, de 425,26 milhões de toneladas e 118,50 sacas.
A alta no milho é ainda sustentada pelo ritmo firme das exportações e pela expectativa de chuvas pouco significativas no Meio-Oeste dos EUA, o que pode manter o estresse hídrico sobre as lavouras e afetar a produtividade.
O trigo, por sua vez, registra valorização de 0,81% nos contratos para dezembro, cotado a US$ 5,3150 por bushel. Segundo a Granar, há um movimento pontual de compras por investidores após cinco semanas seguidas de queda, embora o avanço seja limitado pela entrada da nova safra do hemisfério Norte no mercado.
Além disso, a valorização do dólar frente ao euro reduz a competitividade das exportações dos Estados Unidos, o que pressiona os preços do trigo e contribui para um equilíbrio delicado no mercado global de grãos.