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sexta-feira , 6 março 2026
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Desafios logísticos e variações de preços marcam o mercado de soja no Brasil

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No Rio Grande do Sul, o mercado de soja apresenta lentidão, com a logística impactando diretamente a comercialização, conforme relatório da TF Agroeconômica. Os preços para pagamento em 29 de agosto, com entrega no mesmo mês, foram reportados em R$ 144,59 no porto. Compradores demonstram maior interesse em negociações para meses futuros. No interior, os valores variam por praça: R$ 135,20 em Cruz Alta, R$ 135,00 em Passo Fundo e Ijuí, e R$ 135,00 em Santa Rosa e São Luiz, com prazos de pagamento específicos. Em Panambi, os preços de pedra mantiveram-se em R$ 122,00 por saca ao produtor, refletindo uma estabilidade relativa apesar das dificuldades logísticas.

Em Santa Catarina, a soja mantém estabilidade, com o porto ganhando destaque em meio a um desempenho recorde na safra 2024/25, que atingiu 7,85 milhões de toneladas. O estado se consolida como referência regional em produtividade, mas os desafios logísticos persistem como principal obstáculo. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 142,84, o que reforça a competitividade local e destaca a importância de investimentos em infraestrutura para sustentar o crescimento agrícola.

No Paraná, a soja enfrenta quedas pontuais nos preços, mesmo com alguns indicadores em alta. Em Paranaguá, o valor chegou a R$ 142,84. Outras localidades registraram variações: R$ 128,79 em Cascavel, R$ 130,29 em Maringá (com queda de 0,37%), R$ 131,40 em Ponta Grossa (queda de 0,14%), e R$ 140,54 em Pato Branco (queda de 1,61%) por saca FOB. No balcão, Ponta Grossa manteve R$ 118,00, ilustrando como fatores locais e globais influenciam a dinâmica do mercado.

No Mato Grosso do Sul, a eficiência logística sustenta a competitividade da soja, embora os preços no mercado físico mostrem variações distintas. Em São Gabriel do Oeste, houve alta de 0,81%, com a saca a R$ 124,00. Já em outras regiões, como Campo Grande e Dourados, ocorreram baixas: R$ 124,25 em Dourados (queda de 2,55%), R$ 124,25 em Campo Grande (queda de 3,68%), R$ 124,25 em Maracaju (queda de 1,15%), R$ 121,40 em Chapadão do Sul (queda de 3,27%) e R$ 124,55 em Sidrolândia (queda de 1,15%).

Em Mato Grosso, o déficit de armazenagem pressiona os preços da soja, agravado por projeções do Imea para a safra 2025/26, que indicam redução de 7,29% na produção e 8,81% na produtividade, apesar do aumento de 1,67% na área plantada. Esses gargalos logísticos e limitações de armazenagem representam desafios adicionais para os produtores. Os preços variaram: R$ 121,29 em Campo Verde (queda de 0,55%), R$ 119,90 em Lucas do Rio Verde (queda de 0,91%), R$ 119,80 em Nova Mutum (queda de 2,66%), R$ 121,29 em Primavera do Leste (queda de 1,39%), R$ 121,19 em Rondonópolis (queda de 3,43%) e R$ 119,80 em Sorriso (queda de 0,99%).

Essas dinâmicas no mercado de soja destacam questões econômicas regionais que podem influenciar políticas agrícolas e de infraestrutura nos estados envolvidos, demandando atenção para mitigar impactos na cadeia produtiva.

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