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sexta-feira , 6 março 2026
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Pesquisadores desenvolvem protetor solar a partir do maracujá-da-caatinga, planta típica do semiárido

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Pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) estão desenvolvendo um protetor solar inovador, produzido a partir do maracujá-da-caatinga (Passiflora cincinnata), também conhecido como maracujá-do-mato, fruto nativo do semiárido nordestino.

O produto, já aprovado em testes laboratoriais em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), apresenta fator de proteção solar 30 (FPS 30), valor mínimo recomendado por dermatologistas. Uma empresa do setor cosmético já demonstrou interesse em iniciar a produção em escala.

Conhecimento popular que virou ciência

Tradicionalmente, a planta é utilizada pelas comunidades sertanejas na forma de chás, xaropes e geleias, sendo associada a benefícios contra depressão, colesterol e diabetes.

No laboratório, os estudos comprovaram que o maracujá-da-caatinga possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, sedativas, ansiolíticas e antidepressivas. Esses resultados foram publicados em revistas científicas nacionais e internacionais.

Flavonoides: proteção natural contra o sol

O maracujá-da-caatinga é rico em flavonoides, compostos antioxidantes e anti-inflamatórios que desempenham na planta o papel de barreira contra a radiação solar.

“Se os flavonoides conseguem proteger a planta contra os raios ultravioleta, também podem proteger a nossa pele”, explicam os pesquisadores.

Essa descoberta transformou o extrato das folhas da planta em um ingrediente estratégico para a indústria de cosméticos, especialmente para a formulação de protetores solares.

Potencial econômico e valorização da Caatinga

Além do uso medicinal, o maracujá-da-caatinga já movimenta a economia local. Cooperativas utilizam o fruto para a produção de geleias, doces, sucos e até cerveja artesanal, gerando renda para agricultores familiares do sertão nordestino.

Agora, com o avanço científico, o fruto ganha protagonismo também no setor da inovação e sustentabilidade, reforçando o potencial da biodiversidade da Caatinga como fonte de desenvolvimento econômico e social.

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