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sexta-feira , 6 março 2026
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Acordo entre Riza e Virgo resolve crise no mercado de securitização

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Os sócios da Riza assinaram um acordo não vinculante para adquirir a Virgo, pondo fim a uma crise de confiança no setor financeiro desencadeada por revelações sobre o uso indevido de recursos de clientes pela securitizadora de Ivo Kos. A operação, antecipada pelo Pipeline e confirmada pela Virgo em comunicado ao mercado, aborda diretamente o investimento controverso em um Certificado de Recebível Imobiliário (CRI) da Cedro Participações, que havia alocado fundos de reservas de clientes de forma irregular.

A aquisição pela Riza oferece uma solução para o CRI da Cedro, liberando os recursos dos fundos afetados. Segundo fontes, a Riza identificou compradores para esses ativos, que não serão necessariamente gerenciados pela asset fundada por Daniel Lemos. Importante destacar que a transação não envolve diretamente a asset da Riza, mas sim sua holding controladora, gerida por Lemos, Paulo Mesquita e Renato Jerusalmi. Essa holding abrange outros negócios, como a Mousik, focada em ativos musicais, e a RZA, atuante na área ambiental.

Ivo Kos, controlador da Virgo, demonstrou uma postura elogiada nas negociações, especialmente após denúncias de um ex-funcionário, Eduardo Levy, que colocaram sua gestão em xeque. Kos aceitou vender o controle da empresa sem receber pagamento imediato, optando por um earnout a ser pago em cinco anos, condicionado aos resultados futuros da securitizadora.

Em contrapartida, a Riza assumirá dívidas da Virgo no valor de cerca de R$ 50 milhões, contraídas para quitar uma debênture conversível detida pela XP, o que deixou Kos como único acionista na época. Os credores incluem o Bradesco, com R$ 35 milhões, além de Daycoval e Safra. A Virgo contou com assessoria de Marco Gonçalves, da CVPar, um experiente negociador com passagens por BTG Pactual, XP Investimentos e Safra.

O acordo, anunciado nesta sexta-feira, prevê 60 dias para a conclusão da diligência e fechamento da aquisição. No mercado financeiro, a transação é vista com alívio, pois evita danos potenciais ao setor de securitização imobiliária, que poderia impactar a confiança geral no sistema econômico brasileiro.

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