Das plantações à filantropia: fundadora da Amaggi, construiu um império global no agronegócio ao lado do marido. Após sua morte, assumiu a liderança estratégica da empresa com firmeza e discrição, mantendo forte atuação em Rondonópolis.
Consagração nos rankings de bilionárias
A empresária Lúcia Borges Maggi, de 93 anos, figura como a mulher mais rica do Brasil, com patrimônio estimado em R$ 6,6 bilhões, segundo o ranking da Forbes . Ela ocupa a 8ª posição entre as mulheres mais abastadas do país e é uma das duas únicas consideradas self-made, que construíram sua fortuna sem herança — a outra é Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank.

A saga da fundação da Amaggi
Junto ao marido André Maggi, Lúcia fundou a empresa que viria a se tornar o Grupo Amaggi — originalmente Sementes Maggi — no fim da década de 1970, em São Miguel do Iguaçu (PR).
Nos anos 1980, o grupo migrou sua operação para o Mato Grosso, inaugurando um modelo integrado que abrangeria produção, logística e exportação de commodities como soja, milho e algodão .

Lúcia Maggi, a oitava mulher em lista de bilionárias do Brasil, e o marido André Maggi
Liderança firme após a perda
Após o falecimento de André, em 2001, Lúcia Maggi assumiu a condução estratégica da empresa — e permanece fundamental até hoje. Ela mantém o estilo de gestão conservador e decisivo: “nada acontece sem o seu aval final” .
Ela reside em Rondonópolis (MT), evita holofotes e vive com discrição, mesmo detendo poder sobre um dos maiores grupos do agronegócio global .
Filantropia e legado social
Além de sua influência nos bastidores, Lúcia preside a Fundação André e Lúcia Maggi, engajada em projetos sociais com foco em educação, saúde e desenvolvimento social — reforçando seu legado além dos negócios .
Contribuição local e nacional
Empoderamento feminino no agronegócio — um setor historicamente dominado por figuras masculinas. Integração produtiva e logística, com operações que conectam o campo à exportação global. Presença discreta, mas decisiva, valorizando o interior e o semiárido brasileiro como palcos de desenvolvimento sustentável.
