No ano passado, as entregas de fertilizantes no Brasil alcançaram 45,6 milhões de toneladas, de acordo com dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Essa marca reflete o atual patamar de consumo no setor agrícola, que é vital para a economia do país.
José Carlos Polidoro, representante do Ministério da Agricultura, afirmou nesta terça-feira que a demanda por fertilizantes deverá aumentar significativamente nos próximos anos. Durante um evento do setor realizado em São Paulo, ele projetou que o consumo anual chegue a 58,5 milhões de toneladas em 2030.
A previsão para 2036 é ainda mais expressiva, com uma demanda estimada em 73,1 milhões de toneladas. Esse crescimento representa um desafio para o planejamento agrícola e logístico do Brasil, que depende fortemente de importações para suprir suas necessidades.
Polidoro explicou que o aumento na demanda está ligado à recuperação de pastagens degradadas, que estão sendo convertidas em lavouras produtivas. Essa transformação visa expandir a área cultivável e impulsionar a produção agropecuária.
Essas projeções do Ministério da Agricultura destacam a necessidade de políticas públicas que incentivem a sustentabilidade e a autossuficiência no setor de fertilizantes, especialmente em um contexto de volatilidade global nos preços e suprimentos.