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sexta-feira , 6 março 2026
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Fórum em Brasília discute geopolítica e logística para fortalecer o agronegócio brasileiro

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A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampa) e a Aprosoja Brasil, promove em Brasília, no dia 10 de setembro, o primeiro Fórum Geopolítica e Logística. O evento visa debater estratégias para elevar a competitividade do agronegócio brasileiro e otimizar o escoamento das safras, considerando as transformações no mercado global.

Com uma programação que ultrapassa oito horas, o fórum inclui dois painéis e uma palestra sênior. O primeiro painel reunirá representantes do Ministério dos Transportes, do Observatório IBI, da Marinha e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para discutir a diversificação dos modais de transporte, buscando alternativas mais eficientes para o setor.

O segundo painel enfocará a atuação das agências reguladoras, os gargalos na infraestrutura e os desafios para o abastecimento, com a participação de autoridades do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esses debates visam identificar soluções para problemas persistentes no transporte de produtos agrícolas.

Entre os principais desafios destacados pelos organizadores está a forte dependência das rodovias para o transporte interno das safras. Cerca de 60% do volume de grãos é movimentado por caminhões, contra 30% por ferrovias e apenas 10% por hidrovias. Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, afirmou que a produção agrícola brasileira está em constante expansão, mas o sistema de escoamento não acompanha esse crescimento, gerando impactos em toda a cadeia de exportação.

O custo elevado do transporte interno também compromete a competitividade internacional. Um estudo da Esalq-LOG em parceria com o USDA indica que transportar grãos de Mato Grosso até Xangai, via Porto de Santos, custou em 2024 cerca de US$ 116 por tonelada, dos quais US$ 84 se referem ao trecho terrestre de 2 mil quilômetros. Décio Tocantins, diretor da Ampa, ressaltou que o transporte interno encarece o produto brasileiro, afetando diretamente o produtor.

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, enfatizou que os gargalos logísticos limitam a capacidade do país de atender à demanda global. Ele apontou estradas em más condições, portos sobrecarregados e a falta de novos investimentos como fatores que comprometem a competitividade brasileira no cenário internacional.

O fórum será encerrado com uma palestra de Marcos Troyjo, ex-presidente do BRICS, que abordará as perspectivas geopolíticas e econômicas para o setor agropecuário diante do atual contexto global.

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